terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pincelando questões do convívio caicoense

POR QUE O BLOG?


      Diante da revolução interativa vivenciada pelas gerações passadas e consolidada no início do século XXI, a infovia tornou-se o "meio de transporte" mais democrático do mundo globalizado, atingindo dia após dia um número maior de usuários. A interatividade proporcionada por essa via alternativa, cria um novo grupo de consumidores de informação, pois sob essa nova perspectiva, o receptor passa a também expressar algum nível de participação, de troca de ações e de controle sobre acontecimentos.
       O blog foi apresentado como uma opção comunicativa, conquistando mais adeptos graças a sua estrutura de uso simples, não requerendo conhecimentos avançados na linguagem html e podendo ser atualizado diariamente, de forma datada com registros  de situações diárias de quem o escreve. 
    Atraída por essa oportunidade única de desenvolver o aspecto cognitivo através do processo de natureza dialógica proporcionado pelo blog, esse espaço foi aberto. A intenção nada mais é do que acompanhar de perto a interatividade que somente a infovia cibernética permite.
   As eleições no ano de 2010 tiveram, como novidade, a participação considerável da mais nova imprensa popular: A internet. As redes sociais foram inclusive decisivas para a construção da vitória da presidenta Dilma Roussef. 
     Esse fato foi o principal impulso para a publicação do blog Imprensoras.  Acreditamos que a democracia encontra vida quando a população decide participar e formar seus próprios conceitos a partir do que lhes é apresentado.  
          
QUEM SOMOS NÓS?
      Antes de escrever qualquer tolice, faço o favor de me apresentar para meus possíveis e improváveis leitores. 
       Sou uma jovem de 21 anos que por azar ou por sorte carrega o sotaque seridoense na fala e o juízo frouxo na veia. A cabeça dura de miolo mole fazem parte da minha arvore genealógica, pois sou uma mistura de cobreira com curraisnovense que por coincidência tem origens lá da Quixaba. Isso significa que meu pai e minha mãe, por ironia do destino, são parentes, mas, essa constatação, como qualquer outra coisa que eu venha a fazer nesse texto de apresentação, não tem relevância para a proposta real desse espaço. 
       Eu sou estudante de Direito pela UFRN - Campus de Caicó, e por isso mesmo, enfrento uma rotina universitária. Todos sabemos que a Academia recebe estudantes com bagagens ideológicas e morais diversas e que, o principal objetivo da existência de uma única estrutura pra hospedar diversos cursos deve ser a criação de um microssistema social que reproduz a diversidade do grande corpo social.  
     Eu carrego impressões bem definidas sobre o sistema ao qual participo e contribuo. Tenho a oportunidade de acompanhar os acontecimentos que presencio com um olhar crítico,ou seja, avaliativo. Sempre tive uma atenção especial às manifestações sexistas recorrentes, inclusive no espaço acadêmico.               Me classifico como aquela menina "chata" que não admite piadas, não admite deboches ou qualquer discurso que coloque as mulheres naquelas posições costumeiras, figurativa e literalmente, sexuais. Imaginem que visito rodas de conversa onde os rapazes, no conforto de uma mesa de bar, disparam absurdos dignos desse século. São assertivas que desarmam qualquer tentativa de desconstrução das preconcepções machistas, porque aparentemente o preconceito contra a mulher foi banido da nossa sociedade. A explicação dada pelos jovens para o desconforto das mulheres com a persistência dos gracejos maldosos é "falta de macho". A propósito, tudo acaba em peito, bunda e macho quando o assunto  mulher é posto no debate. As pessoas mais criteriosas ainda acrescentam a importância de um cabelo bonito e o sorriso maroto de anuência a posição de submissão da mulher. 
       As impressões sobre essas rodas de cachaça são as mais incomodas possíveis porque para esses sujeitos as mulheres que externam qualquer careta de indignação não passam de "mal comidas". Na verdade, tudo não passa de estética e de sexo na cabeça dos "bem comidos". Uma "piroca", segundo eles, é a solução para lembrar às mulheres que elas se relacionam afetivamente com as outras pessoas. Como o pressuposto para a interação fosse o silêncio e o conformismo. 
        Guardaremos esse tema, porém, para ser debatido em post específico. Por hora é importante despirocar essa conversa trouxa e fálica com um ponto final. 
       Deixamos nossos animados leitores com mais uma informação crucial sobre quem vos fala: Sou uma compositora que arranha no violão e solta o gogó para cantar e para defender convicções que não são poucas, tendo em vista que sou uma moça feminista que divide a sala de aula, as ruas e a internet com essas "pirocas bem comidas" ambulantes.

Por Anamixê

4 comentários:

  1. É preciso esclarecer que os "pirocados bem comidos" não são um grupo exclusivo do Seridó potiguar. A capital também abriga (e como) pessoas que seguem nessa linha de raciocínio. Não calemos a boca e imprensemos nossa voz a todos que não tamparem os ouvidos. E aos que tamparem, boa sorte nessa vida de surdez induzida.

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  2. Parabens pelo post.
    gostei do ponto de vista.

    bem no meu intender ficou resumido a "grupo" né,o de mesa de bar,o do corredor da faculdade,banco da praça e etc,enfim,pow se tem homen que malham uma mulher que ele ficou ou transou é pq ele tem apoio do "grupo",e desculpa a sinceridade mais vcs fariam a mesma coisa se tivessem pelo menos um chance,mas como seria impossivel pq união nunca foi o forte de vcs então essa chance nunca vai acontecer,e se por um loucura do destino vcs tentassem(e eu posso afirmar que seria)desesperadamente imitar nossa base social seria uma verdadeira carnificina viu (ha!!).No final vcs estão sendo vitimas de vcs mesmo pow é serio cada uma por si fica muito dificil viu,enfim,nossa base de social e mais eficiente a de vcs não e devemos isso aos hebreus.

    qualquer duvida não deixe de perguntar.
    xerim :]

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  3. depois eu leio o outro post.

    ahhh é o cara do "O perdedor mais foda do mundo" serio que merda é isso,enfim, o cara é esperto fazer o que né,mas não tenho que... olha so isso.
    "Cara, eu sofri a vida inteira pra arranjar mulheres e esposas. Me casei e me fudi. Não tenho dinheiro pra nada. Sexo é uma merda, ruim, pouco e fresco. Ela pode levar meus bens que eu construí, meus filhos, casa, carro mesmo me traindo ou me agredindo fisicamente. Socorro!" – Depoimento de Mangina Boy, homem desesperado casado com uma mulher moderna.

    sério,sério,SÉRIO!!!!!!!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    tem gente que acredita nisso....
    rsrsrsrsrsrs

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  4. Eu considerei o blog "O perdedor mais foda do mundo" complicado. Na verdade, temos aí um exemplo de misoginia. Em um dos posts, o autor classifica a mãe solteira como praga, e ainda aconselha seus leitores a tratá-las mal: "rejeite e demonstre NOJO delas e dos que as assumem e incentive todos a sua volta a recusarem elas como esposas e namoradas sugere que quando ele sugere que os homens tratem as mães solteiras com nojo".

    Além disso, estimula a violência, sugerindo que seus leitores tenham desdém aos direitos das mulheres: " Cague e anda pra lei maria da penha, delegacia de mulheres, condições femininas no mercado de trabalho, salários...".

    Não é possível que tais manifestações existam ainda nos dias de hoje e que blogs que reproduzam a violência contra a mulher consigam se manter populares durante anos, atraindo centena de leitores que aprovam essas condutas e estimulando-as a continuar com essa violência.

    Esse é um sinal preocupante e só reforça o que venho dizendo nesse blog.

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