quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Música Potiguar Acústica
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Viagem à Fenda do Biquíni

Confesso que ainda tenho meu hobbie dos tempos de criança de assistir desenho. Gosto tanto de desenho que uso a sky pra gravar os episódios que eu não posso assistir. Não sou retardada mental. Todo mundo tem alguma coisa da qual gosta mesmo sendo fútil, inútil e besta, não é assim? Pois então. Alguns gostam de restart, outros de forró, mas eu gosto de desenhos animados. Enfim.
Quando eu estava no meu momento bocozisse total vendo um capítulo de Bob Esponja, comecei a viajar legal e tirei algumas conclusões sobre os temas discutidos em seus episódios. São eles: paternidade, trabalho, responsabilidade, amizade, etc. Temas sérios , que estão todos nem tão implícitos assim quando Bob Esponja tem que cuidar de um bebê, ou quando teve que ganhar sua independência saindo da casa dos pais (e pra isso ele tem que trabalhar como cozinheiro numa lanchonete que explora seu talento de fazer os melhores sanduíches), ou ainda quando demonstra um grande afeto e cuidado com seus amigos, por mais que eles sejam patéticos (Patrick), não lhe queiram bem (Lula Molusco) ou sejam diferentes dos demais (Sandy é um esquilo).
Além disso, gosto do fato dele ser uma esponja do mar, por mais que ele tenha formato de bucha de lavar louça. E Patrick é uma estrela do mar, não tem nada que ter um cérebro mesmo, e o Lula Molusco é o mais intelectal dos personagens, talvez esteja relacionado com o sistema nervoso das lulas ser bem desenvolvido (ouvi falar numa aula de biologia da vida). Eles pensaram no fato de sandy ser um esquilo, e fizeram uma casa pra ela como um aquario invertido. Adorei! Mas o melhor é a parte trash quando eles saem da água, em que são representados por bucha, uma estrela do mar normal, um esquilo de pelúcia, e uma foto de uma lula.
Porém algumas coisas me aborrecem na história. Não deve ter abacaxi assim bem amarelinho no meio do oceano, sem apodrecer nem nada. E NÃO EXISTE PRAIA NO FUNDO DO MAR! Afinal de contas eles já estão debaixo d'água né. Fora isso tá tudo legal ã
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Capitalismo: o domínio de um sistema.
O sistema capitalista, por exemplo, é um ganancioso safado! Nos faz crer que a felicidade vem do patrimônio, do dinheiro, da dominação dos mais fracos, da compra de tudo, etc, etc, etc. O capitalismo começa a impor suas regras desde cedo, ao nascermos. Esse enganador sorrateiro não é tolo! Sabe que, em se tratando de humanidade, a oposição declarada pode se tornar uma inconveniente dor de cabeça. A domesticação acontece de forma demorada e sistêmica. O sistema, através de seus súditos fiéis, mina aos poucos seu potencial seguidor. Dessa forma, o ser nem se toca que foi, na verdade, domesticado. E o pior é que, hoje em dia, o sistema se mantém sem esforço. Uma vez tendo dado o primeiro passo e saído da inércia, ele continua em movimento retilíneo uniforme, mandando no pedaço, até que algum movimento contrário tenha força suficiente para pará-lo.
Mas como se livrar dele? Sinceramente, não sei. Se soubesse, não estaria aqui, publicando este texto na net enquanto bebo Coca-Cola com Doritos, deitado em minha confortável cama, enquanto assisto meu programa favorito na Sky, numa TV de plasma de
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A humanidade, a “Louva-a-deusagem” e a sociedade das minhocas
Calma, não se assustem com o título (pelo menos ainda não). Chegaremos à sociedade das minhocas, mas primeiramente vamos começar do “normal”, ou seja, da nossa sociedade (se é que podemos chamá-la de normal). Como todos sabem, o macho de nossa espécie tem mais força física que a fêmea, e provavelmente, por isso, dominou o mundo num início de civilização. Logicamente a legitimação de tal sistema foi mudando conforme o tempo, apesar de sua forma de manutenção ser sempre o medo, em suas mais variadas formas. Partindo dessa premissa, de dominação do mais forte, e aplicando-a a outras espécies, imaginando que estas chegariam ao patamar de racionais e culturais como o homem, iniciaremos a nossa experiência mental, estilo Einstein, ou as Viagens de Gulliver ou, quem sabe, estilo “eu mesmo”.
E se os louva-a-deus fossem seres racionais e pudessem se desenvolver culturalmente? Bem, essa espécie, assim como alguns aracnídeos, tem uma forma peculiar de fazer sexo. Como se sabe, as fêmeas, nesse caso, logo após a cópula, e sem esperar o tradicional “foi bom pra você?”, assassinam os seus machos. Nesse caso, muito provavelmente, teríamos uma completa dominação das fêmeas no início dessa civilização. As louva-a-deusas comandariam os seus machos, tratando-os como simples reprodutores, e por assim serem, teriam que estar sempre à disponibilidade das fêmeas. Os machos, dominados pelo medo, aceitariam sua condição de inferioridade. As fêmeas seriam as únicas permitidas a ter conhecimento, pois acreditariam piamente que são superiores mesmo, e inventariam as mais variadas formas de legitimar tal pensamento. Um dia talvez, indignadas por haver desigualdade entre suas semelhantes, criassem o humanismo (nesse caso, louva-a-deusismo), mas como forma de proteção a si mesma, do gênero feminino, e ainda assim pensando no macho como subalterno, ou o outro mais fraco a quem não foi dada a benção da superioridade. Talvez, a partir daí, parassem de assassinar seus machos após o coito, mas ainda assim com total controle do sistema. Algum dia, depois de terem o mínimo direito ao conhecimento, os louva-a-deus, tendo a noção desse humanismo criado pelas fêmeas (nesse caso, repito, louva-a-deusismo) se tocariam de que não são inferiores, e de que poderiam ter os mesmos direitos das fêmeas. Iriam reivindicar salários iguais, direito ao voto e de serem votados, oportunidades nas mais diversas áreas do conhecimento, etc. Daí ponha muita luta, muita morte e muito suor, além de centenas ou quem sabe milhares de anos até que o machismo conseguisse superar o sistema feminista opressor, e enfim se conseguisse vislumbrar igualdade entre os sexos. Ah sim, é bom lembrar que, neste caso, o feminismo seria o machismo de hoje, pregando a desigualdade natural entre os sexos, enquanto que o machismo seria equivalente ao feminismo, pregando igualdade plena.
Mas e se, ao invés de louva-a-deus, as minhocas fossem seres racionais e pudessem se desenvolver culturalmente? Aí sim seria interessante. Sabemos que as minhocas são hermafroditas, ou seja, toda a minhoca é macho e fêmea, podendo escolher, durante sua vida, hora ser macho e hora ser fêmea. Não haveria dominação de gênero algum, pois isso não existe. No início não haveria violência entre minhocas por seu sexo, já que elas não possuem. Ninguém pensaria em ser superior por ter nascido com sexo Y ou X e, nesse caso, não haveria esta forma de opressão. O conhecimento se estenderia a todos e, dessa maneira, a criação do humanismo (nesse caso, minhoquismo) muito provavelmente se daria de forma muita mais rápida que no nosso sistema (se duas cabeças pensam mais que uma, 6 bilhões pensam mais que 3 bilhões). Como não haveria separação de gênero, assim que fosse criado, o minhoquismo, muito provavelmente, se estenderia não só a gênero X ou Y, mas a todas as minhocas. Dessa forma, ao contrário da raça humana e dos louva-a-deus, muito provavelmente teríamos um sistema racional e igualitário em questão de pouco tempo, sem piadinhas, sem coisificação e sem as demais figuras do machismo. Nesse mundo não haveria assuntos de homens e assuntos de mulheres, e dessa forma playboy e capricho seriam uma revista só.
Agora pronto, terminada a viagem, está na hora de descarregar as malas e de pensar sobre o que viu. Se alguém discorda de algum ponto de minha imaginação, crie a sua e me chame pra subir a bordo também. Não tive aqui a intenção de legitimar o sistema, nem de dizer que “tem que ser assim”. Só tentei compreender porque estamos aqui, dessa forma, e para ilustrar o esquema, apliquei-o a outras possíveis sociedades. Depois de imaginar outros mundos, não creio que estamos assim tão longe de alcançarmos o patamar de minhocas, afinal, um certo Freud aí já disse, no início do século passado, que o mundo era “bi”. Vai que, daqui a alguns poucos anos, essa afirmação não vira verdade?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Tradição e violência: Um tiro certeiro na individualização humana
Resolvi iniciar uma nova conversa na varanda, porque se nos pots anteriores lavamos um bocado de roupa suja, já está mais do que na hora de colocar todas essas peças encardidas para secar. Entretanto, mesmo com muito vento fresco, ainda considero a atmosfera pesada. Talvez o tema Tradição possa ser responsável pelo meu desconforto, posto que os discursos tradicionais podem ser tão violentos quanto as idéias misóginas. Se a Tradição fosse gente, seria aquele tipo de pessoa cabeça dura, que se serve do seu autoritarismo para impor seus valores. Na verdade, transmitir as práticas e valores das gerações mais remotas para as mais atuais, acorrentando cristãos e pagãos a uma inexorável obrigação moral com o lugar e a condição em que nasceram é o grande lema da Tradição.
Esta antiquada senhora, para os padrões da modernidade, aplica seus métodos de conservação cultural e se nega a compreender outras crenças, outros humanos que não aqueles que a respeitam. Inclusive, a Tradição desertou todos os filhos que não seguiram suas ordens e deixou para eles apenas o estigma da rejeição. Para completar, ainda botou para fora de sua casa qualquer conversa imprópria para suas diretrizes reacionárias.
O poder para a tradição ocidental é exercido através de controle, como uma relação de mando e obediência. Por isso, há a utilização de métodos violentos e repressivos, a fim de assegurar a obediência das pessoas que se opõem, suprimindo também os conflitos de interesses dos grupos sociais dominados*.
Coincidentemente, dias atrás, assisti um filme que desenha com traços pontuais como a antiga sociedade se porta diante da diversidade, aberração social mais perigosa para a anacrônica vontade tradicional. O desvio do comportamento padrão chega a causar calafrios no corpo estamental da tradição e, para a conservação de sua saúde mental, ela dá a quem ousa nascer diferente dos seus planos o castigo da intolerância.
No filme em pauta, acompanhamos a história de um homem deformado que tem sua condição humana negada inclusive por ele próprio. O moço de 21 anos se reconhece como uma criatura inferior, indigna até mesmo para reivindicar sua integridade física e psíquica. A sua compreensão de si mesmo muda quando lhe é dada a oportunidade de receber tratamento médico num hospital, momento em que finalmente divide a sua existência com outras pessoas.
Porém, essa acolhida foi suficiente para fazer a sociedade dita moderna, imediatamente, vestir as regras da tradição. Não era possível que uma criatura considerada débil e monstruosa recebesse os mesmos cuidados e dividisse morada com outros humanos normais. Era tão perigosa tal acolhida, que a solução encontrada não foi outra senão a violência.
A Tradição cuidou em se impor e mostrar o seu poder, definindo quem manda e quem obedece, já que, as sociedades tradicionais estão organizadas segundo o princípio da hierarquia e partem da totalidade (sociedade) para a demarcação das partes (sujeitos). Para essas leis morais, o homem elefante, como era chamado, devia sujeição a qualquer criatura, até mesmo as outras que experimentavam a exclusão assim como ele. Por isso, a classe social mais rejeitada se sentiu no direito de violentá-lo, trancá-lo em gaiolas junto com "outros bichos".
A nossa sociedade foi construída a partir de generalizações comportamentais definidas por leis morais e religiosas. Mesmo com a valorização do indivíduo no mundo moderno, o choque dos valores sociais com essa individualização permanecem. Quanto mais o indivíduo é sensível, respondendo aos fatores externos na proporção de sua personalidade e lucidez, mais é sofrido viver as regras de uma sociedade considerada psicologicamente cruel e desumana e voltada para o horror e a violência contra o ser humano. Quem se choca com a estrutura social, quem se apresenta com um pouco de unicidade a mais do que é permitido é marginalizado***.
Para esses marginais sociais se afirmarem e garantirem seu espaço como seres também importantes e dotados de poder, sobram algumas alternativas: a violência, exteriorização do poder, contra quem é possível dominar, ou seja, aquele considerado hierarquicamente mais fraco; ou a loucura, para confrontar todo o resto do mundo com uma arbitrária imoralidade.
* www.scielo.br/pdf/ln/n61/a07n61.pdf - Artigo do Prof. Renato M. Perissinotto: HANNAH ARENDT, PODER E A CRÍTICA DA “TRADIÇÃO”.
** http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Homem_Elefante
*** Vídeo do Dr. Jacob Pinheiro Goldberg para o programa Saia Justa - http://jacobpinheirogoldberg.blogspot.com/ - Pode ser baixado na seção Links
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Misoginia: dos blogs para a Universidade - Caso Geisy Arruda
Primeiro, segue abaixo uma matéria que contém cenas do ataque misogino:
Finalmente, a análise do Dr. Jacob Pinheiro Goldberg sobre o episódio, classificando-o como misógino, e alertando que esse fato não é isolado:
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Misóginos na net: Machões que escondem atrás do ódio o medo do abandono
"Esteja sempre na defensiva, mulheres costumam ser invejosas, não podem ver a felicidade alheia, e principalmente se estiverem encalhadas vão fazer de tudo para ver suas ´´miguxas queridas´´ solteiras também. Então deixe de ser idiota e comece a pouco a pouco cortar estes relacionamentos paralelos com o seu, não deixe sua namorada dormir na casa das amigas, se tu for um macho de verdade ela tem que ir dormir é contigo, e não com outra, até por que tu sabe se ela vai mesmo dormir na casa de outra piranha?..."
Em outro post, o clube da real chama as mães solteiras de vadias, e consideram a independência das mulheres como uma ameaça:
"Estava até agora pouco discutindo com um monte de vadias mães solteiras e 'Manginas Cuzões'. Veja mulheres como ameaças sempre, se você a ver como uma ameaça brutal a nossa soberania (quem manda no mundo ainda são Homens porra) você vai se ligar dos perigos que te rondam. Mulheres são ótimas para trabalho domestico e criar de seus filhos, mais para trabalhar fora são uma ameaça para o mundo.
Por fim, os moços atribuem a burrice como uma característica natural das mulheres, sempre se referindo as pessoas do sexo feminino como piranhas e vadias:
"Nos meus textos desconsidere as barangas, pois o cumulo da falta de vergonha na cara feminina seria se a mulher alem de gorda, feia e naturalmente burra, se acha-se gostosa a ponto de querer nos fuder..."
A terapeuta Sônia Nemi, acredita que o ambiente familiar é a principal causa para a formação dessa concepção misógina: "o misógino é filho de uma relação conturbada onde aprendeu, observando seus pais, que a única maneira de controlar a mulher é oprimindo-a. Ao lado disso, ele pode ter sentido que sua mãe não poderia existir sem ele, já que seu pai a maltratava; ou ainda, ele pode ter tido uma mãe que o oprimiu ou rejeitou, ao lado de um pai passivo.Qualquer que tenha sido sua história, o misógino está na fase adulta “atuando” a sua dor de “criança” ferida,buscando desesperadamente ser amado ainda que de uma forma equivocada".
• Você renunciou a atividades ou a pessoas importantes em sua vida
• Ele menospreza suas opiniões, sentimentos e realizações
• Ele grita, ameaça ou se retira para um silêncio furioso, quando você o desagrada
• Você “pisa em ovos”, ensaiando o que dirá a fim de não irritá-lo
• Ele a deixa atordoada ao passar do charme para a raiva de forma inesperada
• Você se sente frequentemente confusa, inadequada ou desequilibrada com ele
• Ele é extremamente possessivo e ciumento
• Ele a culpa por tudo o que está errado no relacionamento
Se acontecer várias dessas situações em seu relacionamento, de acordo com a Dra. Susan Forward, você está envolvida com um MISÓGINO.


