segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Capitalismo: o domínio de um sistema.


O sistema é uma entidade paranormal, que paira sobre nossa cabeça, se apodera do nosso subconsciente e nos faz pensar que somos livres. Doce ilusão. Enquanto nós pensamos que estamos desfrutando de nosso sagrado livre-arbítrio, lá está ele, rindo de nossa cara, enquanto movimenta suas marionetes. Mas não temos somente um sistema, temos vários, cada qual com suas próprias regras e leis, tendo em comum somente a vontade de controlar as massas. Mas quem é que criou esses tais sistemas? Alguns procuram na história, outros procuram na sociedade e ainda há os que procuram na fisiologia. A verdade é que, mesmo não sabendo quem danado criou o monstro, o prejudicado somos nós!

O sistema capitalista, por exemplo, é um ganancioso safado! Nos faz crer que a felicidade vem do patrimônio, do dinheiro, da dominação dos mais fracos, da compra de tudo, etc, etc, etc. O capitalismo começa a impor suas regras desde cedo, ao nascermos. Esse enganador sorrateiro não é tolo! Sabe que, em se tratando de humanidade, a oposição declarada pode se tornar uma inconveniente dor de cabeça. A domesticação acontece de forma demorada e sistêmica. O sistema, através de seus súditos fiéis, mina aos poucos seu potencial seguidor. Dessa forma, o ser nem se toca que foi, na verdade, domesticado. E o pior é que, hoje em dia, o sistema se mantém sem esforço. Uma vez tendo dado o primeiro passo e saído da inércia, ele continua em movimento retilíneo uniforme, mandando no pedaço, até que algum movimento contrário tenha força suficiente para pará-lo.

Mas como se livrar dele? Sinceramente, não sei. Se soubesse, não estaria aqui, publicando este texto na net enquanto bebo Coca-Cola com Doritos, deitado em minha confortável cama, enquanto assisto meu programa favorito na Sky, numa TV de plasma de 50 polegadas. Dizem que há loucos por aí que andam rasgando dinheiro. Será que estes já não encontraram a resposta?

Um comentário:

  1. infelizmente a pior parte desse negócio num é nem a alienação e talz, mas sim a miséria gerada. afinal de contas, essa riqueza toda tinha que ser sugada de alguém, direta ou indiretamente. e aqui entra aquela história da fome na África, as favelas das grandes cidades, a violência e coisa e tal.

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